O que a Fátima Bernardes precisa saber


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Donald Trump em seu primeiro discurso após eleito, disse que em seu governo três classes de trabalhadores que são injustiçados pela sociedade seriam por ele valorizados; O serviço secreto, As Forças Armadas e a Polícia.

Recentemente Fátima Bernardes em seu programa, fez uma enquete perguntando a 8 convidados, quem eles socorreriam primeiro caso se deparassem com um policial levemente ferido e um traficante gravemente ferido.

O resultado foi:

Traficante; 07 votos

Policial; 01 voto

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Diante disso, internautas em todo o Brasil levaram o assunto para internet alargando a discussão sobre o tema.

Diferente de alguns colegas de farda, eu não esperava esse resultado, mesmo que os convidados da Fátima possam ter sido selecionados de acordo com o pensamento e perfil da emissora. Como Agente de Segurança, eu fiquei decepcionado com aquela pequena parcela de cidadãos.

Em alguns países, como nos Estados Unidos, o policial é tratado de fato como herói, ele é ovacionado pela sociedade em que presta serviço, ele tem isenção de impostos em muitas coisas e prioridade em projetos de moradia oferecidos pelo governo. A população americana reconhece a atipicidade e riscos do serviço policial e o recompensa por isso.

Por falar em risco, a diferença entre eles e nós chega a ser gritante, aqui no Brasil todos os dias morre um ou mais policiais, coisa que não acontece por lá. O índice de violência aqui é infinitamente maior do que na América do Norte, mesmo assim, nossa sociedade não reconhece a bravura dos seus protetores.

Sei que a opinião dos “escolhidos de Fátima” não representa o que pensa a maioria da população. Ainda hoje assisti um vídeo na internet de um transeunte que vendo o policial baleado, vítima de assalto, pegou a arma do militar e o defendeu contra o agressor deferindo vários tiros contra o meliante, salvando assim a vida do agente.

Nesse caso, os papéis se inverteram e graças a ação heroica de um cidadão comum, o policial pôde retornar para o seio de sua família.  Agora pergunto, quem vocês acham que foi socorrido primeiro nesse caso? O bandido ou o policial?

Pois bem, ato continuo a ação de bravura, o paisano socorreu o militar ao hospital e depois retornou para o local do assalto para prestar esclarecimentos.

São pessoas como essa que nos encoraja, que nos faz ir adiante e cumprir o juramento que um dia fizemos, de proteger a sociedade, mesmo com o risco da própria vida.

Não é um programa tendenciosos de TV e sete ingratos num universo de milhões de cidadãos, que me trará desestímulo, omissão ou cruzamento de braços.

Não trabalhamos por elogios, reconhecimento, nem por medalhas, não trabalhamos apenas por salários ou graduações, a força maior que nos motiva é a vocação, a coragem, a defesa dos mais fracos, sentimento do dever cumprido (incluindo aqueles que nos deixariam em segundo plano caso necessitássemos).

Na verdade, e por ironia do destino, somos obrigados a socorrer até mesmo aqueles que em nós atiram, quando revidamos e os ferimos.

Ouvi de um coronel em uma solenidade uma frase que guardo comigo até hoje, e quero compartilhar com os amigos de farda;

“Nós não somos coitadinhos, não mendigamos pena de ninguém”

Cel PM Franklin Barbosa

Isso mesmo coronel, a vestimenta do vitimismo não cabe em nós.

Concluo dizendo, vamos continuar entrando nas favelas e nos grandes centros, combatendo o crime, vamos continuar incomodando traficantes e usuários, vamos continuar usando da força necessária; tiro de tazer, pistola, fuzil, metralhadora e escopeta se preciso, para revidar ataques contra o cidadão e contra nós.

Diferente de Fátima, não vivemos de mídia, não colocamos à venda, nosso caráter, somos o que somos, e escolhemos ser.

A teoria do bateu, levou, vai continuar, não retrocederemos um milímetro, e quem for cidadão vai aplaudir e abraçar seus heróis, e quem estiver do outro lado, vai criticar e choramingar nas mídias.

Não seremos politicamente correto para agradar setores da sociedade, cumpriremos a lei, fiscalizaremos, faremos nosso papel, executaremos nossa missão.

E trocando em miudos…cada um no seu quadrado, e a vida continua.

Robson Aguiar

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6 respostas em “O que a Fátima Bernardes precisa saber

  1. Olá Robson, devido eu ser um assiduo leitor do pont rhema, tornei-me um assidou leitor dos seu blog.
    Sobre o tema em questão: Entre um policial e um traficante é claro que eu prefiro o policial, mas ao meu ver essa seleuma que se gerou sobre esta enquete, dar-se pelo fato dos internaltas não terem atentado para apergunta que foi dirigida aos entrevistados. ‘LEVIMENTE E GRAVEMENTE”.

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    • Paz meu amigo José Evaldo, agradeço sua participação. Quanto ao tema, a questão não se prende ao mais grave ou menos grave, isso já está previsto na ética médica, mas sim ao paralelo entre o bem e o mal, entre o policial e o traficante. Matéria tendenciosa, mas que após a repercussão negativa, a própria Fátima Bernardes já se desculpou diante as câmeras e disse que socorreria o policial.

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  2. eu escolho salvar quem pratica o bem, existe a lei a semeadura aquilo que o homem plantar isso ele colherá , nos somos vitimas desses traficantes nojentos se algum daqueles que escolheram o traficante sofresse diretamente ou indiretamente com a violencia deles jamais escolheriam mais por terem dinheiro e ter seguranças escolhem o traficante. resumindo sao uns hipocritas

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  3. Total solidariedade a todos os policiais deste Brasil que diariamente combantem o crime sem saber se ao final do dia voltarão para suas casas. Quanto a essa medíocre jornalista só tenho a dizer que perdeu a oportunidade de ficar calada·

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