CGADB 2017, ONDE ESTÃO AS PROPOSTAS?


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Continuidade versos Mudança

Não vi ainda por parte dos candidatos cadastrados na CGADB para concorrerem ao cargo de presidente da instituição em 2017 nenhuma proposta de governo.

Sei que em eleições passadas o candidato pastor Samuel Câmara apresentou algumas, e a que com certeza incomodava mais, era a que falava de rotatividade nos cargos de presidentes de convenções estaduais.

Isso porque em alguns rincões desse imenso país, eleição para presidir convenção de estado é ato pró-forme. O redil é tão oprimido que ninguém vota contra o candidato apresentado, pra falar a verdade, ninguém sequer saí candidato. O pajé comanda uma candidatura única.

Fico na dúvida se espiritualizo o ato e aplaudo a “união” ou reprovo a “burrice da unanimidade” como bem disse Nelson Rodrigues.

Outro fato relevante, é que em certos lugares a convenção se confunde com os ministérios ou campos e atualmente estão mudando nomenclaturas para facilitar a imposição.

Mas é preciso entender como funciona as Assembleias de Deus

Convenção: Associação de Pastores.

Nas Assembleias de Deus existem convenções estaduais e nacionais.

Campo ou Ministério: Se refere há um número determinado de igrejas lideradas por um pastor presidente.

Observação: Hoje tem convenção estadual de pastores das Assembleia de Deus que mudou o nome de campo para setores e de pastores presidentes para gestores e centralizou todo o governo em um só lugar, unificando o cargo de presidente de convenção com presidente de igrejas, com isso centenas de igrejas que eram divididas em ministérios ou campos, deixaram de ser e passaram a agrupar-se em um só bloco, resultando em uma administração direta do Presidente da Convenção.

Igreja: Grupo de pessoas de uma mesma comunidade liderada por um presbítero ou pastor

Enquanto igrejas tradicionais como a Batista tem em sua forma de governo o regime democrático e congregacional na eleição do pastor da igreja e não só do presidente da convenção estadual ou nacional da instituição, nas Assembleias, pastores de igrejas tornam-se vitalícios e querem estender o privilégio para as convenções.

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Não preciso dizer que o poder é o grande motivador dessa atitude política, nesse caso entra também a oligarquia, pois sempre tem um grupo de privilegiados com vultosos salários que se unem ao grande chefe para convencer os demais a não se oporem ao processo.

Talvez seja uma das razões pelas quais os pastores do Nordeste estão do lado da situação, além de alguns deles postularem como candidatos na chapa da continuidade.

O que é engraçado é que certos presidentes que são contra a rotatividade de presidente de convenções, costumam fazer rotatividade dos pastores de igrejas.  Dá pra entender?

Qual seria a razão? Evitar divisões? Proteger o poder?

Robson Aguiar

 

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