MORRE MAIS UM HERÓI


soldado 5

Apenas um desabafo de quem milita há 25 anos.

O episodio trágico aconteceu quarta (1) de outubro no Rio de Janeiro. Num tiroteio, a vida de um jovem de 27 anos foi ceifada, seu nome, Caio César.

Mal aparelhada, mal remunerada, desmotivada, e tendo que ouvir constantemente críticas de instituições que nada fazem para combater a criminalidade, antes, passam o tempo todo se ocupando em falar mal da polícia.

Contraditório, mas real, as pessoas que nós salvamos, são as mesmas que nos crucificam. Quando estão necessitadas, clamam por nossa presença, mas, quando nós precisamos do apoio delas, nos viram as costas e nos condenam incitados por ONGs que trabalham pelo bem dos nossos inimigos.

Quando morre um meliante, se questiona como ele foi morto, o porquê da polícia tê-lo matado, logo, o agressor passa a sermos nós, e não o bandido. Inversão de valores, uma sociedade doente, confusa e covarde, que não tem coragem de enfrentar a criminalidade e ainda menospreza aos que deixam seu lar, filho, esposa, mãe e pai, para ir de encontro aos que ameaçam a paz de outras famílias, arriscando sua própria vida.

Confesso, que antes, existia em mim, um sentimento de lutar pela sociedade, pelos mais fracos, e oprimidos, eu era um sonhador, um poeta da segurança pública, mas, após tantas decepções, com a mídia, com os governos, com as instituições não governamentais e com o povo, hoje já não sei se essa é minha bandeira, ou se luto em nome da justiça e por Deus.

A sociedade está cada vez mais ingrata, rompendo seu relacionamento conosco para muitas vezes desposar da companhia de criminosos, desde o bandido que empunha arma até o engravatado que empunha uma caneta ou microfone.

Muitos não são dignos do nosso sangue, da nossa dedicação, nosso esforço, da nossa coragem, e da nossa renúncia pelo bem dos que nos rodeiam.

Mas, não se preocupem,  fiquem tranquilo, existem muitos Caios na corporação, vossa infidelidade e traição não mudará nossa missão, vamos continuar lutando, vosso desprezo e ingratidão não irá nos algemar diante dos crimes que são diuturnamente executados nesse país, nós continuaremos os mesmos de sempre, pois, ser policial é uma vocação que vai além do seu reconhecimento, de sua atenção e apoio.

Quando precisar, liguem. Nós iremos ao teu encontro, atenderemos teu chamado e prenderemos os que te ameaçam, até poderemos morrer fazendo isso, contudo, queremos que saibas o que pensamos quando você nos vira as costas e apoia, quem em nós atira.

Robson Aguiar

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