Existe pregador ideal?


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Fui convidado uma vez para pregar em Balneário de Camboriú, Santa Catarina, na verdade, era a segunda vez que estava lá.  Após pregar, ouvi do pastor local que eu era bom para dar estudos e que gostaria de me receber lá em outras ocasiões.

Eu já havia alertado ao amigo que me convidou, que eu não tinha o perfil dos pregadores que costumavam ir aos Gideões. Não sou pirotécnico, nem dou evasão a movimentos em detrimento da Palavra, mas, ele insistiu, e nós atendemos ao convite.

Mas, que tipo de mensagem agrada aos ouvintes? Que tipo de pregador segue o modelo bíblico?

Será o brincalhão, do tipo Cláudio Duarte, Que de maneira bem humorada consegue prender a atenção do público, sem no entanto, se afastar da Palavra?

Ou do tipo Ailton Alves, que prefere se expressar no púlpito sem dar um sorriso, e comentando o texto de forma expositiva, cumprindo alguns requisitos de homilética?

O que dizer do pregador contador de ilustrações como o  Juanribe Paglialin?

Ou aquele pregador que usa a polêmica e os temas atuais e ainda gosta de fazer marketing de suas pregações? Falo do Silas Malafaia.

Ou quem sabe como o Marco Feliciano, que gosta de dar gritos rasgados, dar chutes e falar em línguas enquanto prega?

Ou ainda, como o Napoleão Falcão, que gosta de prega encenando?

Pastor Geziel Gomes, que foi tido como o príncipe dos pregadores e que gosta de puxar o “r” e o “s”.

Quem sabe, como o Joás Caetano que profetisa durante a pregação e fala sempre sobre curas e gosta de interagir com a igreja?

Alguém lembra do Jimmy Sweggart, aquele pastor americano que tocava e cantava antes de pregar, e que em sua época se tornou o maior pregador do mundo?

Ainda tem o pregador que lê o texto, fala pouco sobre ele por causa de suas limitações teológicas, mas, que mesmo falando pouco, Deus opera com salvação e curas durante a sua pregação.

Sem contar, o pregador que cita versículos o tempo todo para respaldar sua mensagem.

Na verdade, não posso medir e nem conceituar quem é o verdadeiro pregador, baseado apenas  em meus conceitos de liturgia e teologia assembleana, pois, seria muito simplório expressar tal conceito de minha parte, todavia, não aprovo pregadores ranzinzas, mal humorados, legalistas, excessivamente formais, metódicos ao extremo, politicamente corretos, contadores de estórias, omissos na Palavra ou puramente cênicos.

Na minha concepção, o pregador tem a sua personalidade, tem a sua liberdade, tem a sua fé, tem a sua cultura, e tudo isso influencia na sua mensagem.

Acho que não existe pregador ideal, e sim, existe pregadores diferentes, ocasiões diferentes,  públicos diferentes, mensagens e posturas que se enquadram dentro de contextos diferentes.

Robson Aguiar,

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