MINISTÉRIO PASTORAL FEMININO


Não são poucas as igrejas que a sua liderança composta por mulheres. Igrejas tradicionais como a Quadrangular e mais recentes como a Sara Nossa Terra, aproveitam bem a mulher no ministério exercendo cargo de pastora.
Já no judaísmo e islamismo há uma resistência histórica na presença da mulher como líder espiritual do povo. Alguns atribui esse fenômeno ao machismo postulado por essas duas grandes religiões.
O fato, é que após muitos séculos de repressão, não da parte de Deus, e sim de alguns grupos masculinos, a mulher começou a adquirir direitos, outrora negados, e passou a ascender mais na sociedade, saindo de casa, onde desenvolvia tarefas maternas e de esposa, foi à escola, formou-se e angariou bons empregos onde emergiu e ganhou notoriedade no meio do povo. Esse fato mudou a vida da mulher, seu modo de agir e pensar, repercutindo não só dentro do lar, mas, também na igreja. Como prova desta ascensão, recentemente três mulheres ganharam o Prêmio Nobel da Paz.
Muitas mulheres hoje exercem cargos importantes em todo o mundo, são Rainhas, 1ª Ministras, Presidentas, Oficialas, Desembargadoras, Pilotos de Avião, entre outros cargos. Mas, no Brasil, a presença da mulher em cargo pastoral ainda é tímida.
Todavia, fazemos uma pergunta, A que se deve esse entrave? Os mais ortodoxos apresentam fundamentos bíblicos para rejeitarem a idéia da ala pastoral feminina na igreja, enquanto que os mais liberais, acreditam que de fato elas já exercem o pastorado, através de seus trabalhos, que, portanto só lhes falta o título.
Respeito as duas opiniões, mas, tenho minha opinião sobre o assunto e vou aproveitar para mais uma vez fazer uma crônica a respeito das duas posturas. Em primeiro lugar me dirijo aos que fundamentam na bíblia e na história suas razões para não ordenarem e nem aceitarem consagração de pastoras.
Com certeza, não há na bíblia subsídios para sustentar a consagração de mulheres ao ministério pastoral, uma vez que todas as chamadas política religiosa do Antigo e parte do Novo Testamento são direcionadas aos homens. Com exceção da Profetiza Débora no Antigo Pacto e de Maria, Priscila e Febe no NT, os demais chamados foram todos masculinos, Adão, Abraão, Isaque e Jacó, Moisés, os Setentas Anciãos, Josué, os doze espias, os juízes, profetas, os discípulos, os setenta missionários, todos homens. Até nas escolas de profetas e nas sinagogas eram formados líderes homens.
Quando partimos para história, vemos também que não se mudou esta doutrina, daí vieram os Pais da Igreja, os Reformadores dando seqüência ao que outrora aprenderam. Afinal, a igreja é uma extensão da família, que por sua vez tem liderança masculina. O conceito de família mudou para a sociedade hodierna, isso não deveria acontecer no âmbito da igreja.
Agora, analisemos os que acreditam que as mulheres tem o direito de exercerem, sim, o ministério pastoral. Segundo consta no Blog do nobre e estimado pastor Daladier, “Reflexões Sobre Quase Tudo” a Mulher já desenvolve tarefas que lhes respaldam para o ofício pastoral, inclusive fazem até mais do que os homens, como por exemplo, dirigir durante oito horas em um só dia o círculo de oração, dirigir campanhas de evangelismo, entre outras árduas tarefas. Concordo em parte com Daladier, pois, de fato, as mulheres trabalham bastante em nossas igrejas(se tratando de Assembléia de Deus), e não é de hoje que trabalham muito, a julgar por Rebeca, esposa de Isaque., pois deu água há vários camelos e as pessoas que estavam com eles. Porém voltando ao assunto, admitir que é pelo trabalho que se chega ao pastorado, então a consagração é por merecimento, o que não deixa de ter sentido, mas, biblicamente não é por merecimento, e sim pela graça e misericórdia de Deus. È ai que repousa o problema, as pessoas se acham merecedoras das coisas de Deus, e na verdade, não somos, nem homens e nem mulheres.
Na verdade, não existe amparo bíblico para afirmarmos que todos os homens tem direito ou devem ser pastores. Pois o Senhor deu “uns” para pastores. Nem todos nós fomos escolhidos para tal função. Alguns ficam chateados quando não são consagrados em EBO, mas está no querer de Deus e não dos líderes. Como podem observar o problema não é só das mulheres, é geral.
Lembro-me que pastor Sheed dando estudo em certa igreja do Recife, foi indagado por uma das irmãs que era responsável pelo evento e também pastora, sobre a legitimidade bíblica do ministério pastoral, pastor Sheed perguntou pra ela, quer mesmo saber? “não há base bíblica”.
Em Brasília, a Assembléia de Deus ligada a CEADIF, já está consagrando mulheres, creio que o assunto vai ser levado ainda a discussão em AGO ou AGE da CGADB, mas, até lá muitas águas vão rolar, e sei que não vai ser aprovado, mas, penso que será tolerado pela CGADB, virando jurisprudência para outras convenções estaduais, embora creia que elas não conseguirão em principio, credenciamento da Convenção Geral.

Finalmente, quero registrar que não tenho nada contra as irmãs, pelo contrário, tenho valorizado bastante a ala feminina em nosso ministério, mas penso que no cargo de pastora, não vejo base bíblica.

Concluo, citando uma frase dita por Descartes e parafraseada pelo Bispo Anglicano Robinson Cavalcanti em palestra no SBTN “Penso, logo existo, e se existo me posiciono”

Pr. Robson Aguiar

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Uma resposta em “MINISTÉRIO PASTORAL FEMININO

  1. Olá!
    Acho que deve-se cortar o mal pela raiz, se o tal pr. quer agir contrário a palavra, está na hora do mesmo ser chamada para o arrependimento, caso não queira, à disciplina é a serventia da Palavra de Deus.

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