Falemos de Liturgia

 

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Ainda sobre liturgia nos nossos dias

Nos rituais de cultos do Antigo Testamento existiam muitos simbolismos que apontavam pra Cristo, já no NT só restaram duas ordenanças, a saber, ceia e batismo, o que se introduzir além disso é pura especulação.

A oração, o louvor e a ministração da Palavra foram preservados nos cultos, mas sem uma cartilha ou manual.

Todas as barreiras outrora delineadas no templo foram quebradas na cruz do calvário dando início a um novo modelo de lugar de adoração e de elementos de culto.

As simples casas passaram a ser lugares comuns para adoração em grupos, mas também praias, montes e até em praças públicas poderiam haver reuniões.

Não há nada que contradiga que um culto era descaracterizado se fosse apenas com a ministração da Palavra e oração, ou apenas com louvores.

O modelo batista ou assembleano, ou de outras igrejas é algo novo e não segue a risca o modelo primitivo.

Outros formatos vão surgindo a medida em que o tempo avança e a modernidade vai chegando.

A igreja primitiva usava os salmos para louvarem, a Assembleia usa a harpa, a Batista o cantor cristão, e ainda outras igrejas, músicas cristãs avulsas.

O culto em comunidade e família ganhou espaço, e interações e projetos sociais passaram a fazer parte de cultos.

Culto de estudo pra casais com jantares dentro do templo se tornou comum e aceitável como parte da função do culto de caráter temático.

Da mesma forma culto de jovens com gincanas e muito louvores. Esse tipo de culto já se era praticado normalmente em departamentos infantis.

A linguagem e formato dos cultos de jovens e adolescentes sempre foram diferenciados muitas vezes com peças teatrais e fantoches.
Mesmo assim, há um bom senso de que não há nisso desconstrução de culto nem quebra de liturgia.

Em resumo, me espanta ler postagens de pessoas instruídas tentando demonizar cultos de outros grupos por terem uma liturgia diferente, sem uma sólida base bíblica… apenas por entendimento particular.

R.A

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Deputado mais votado de Pernambuco pode não ser presidente da ALEPE por ser conservador

Nota

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O deputado estadual Cleiton Collins (PP), está sofrendo preconceito por ser um legislador pró familia, ser contrário a liberação das drogas e ter posicionamentos contrários a agenda LGBT, (sobretudo, aculturação de identidade de gênero nas escolas)

Basta consultar o site dele e acessar as matérias dos jornais que lá estão;
Consulte

Após a morte do ex líder da Assembleia Legislativa, deputado Guilherme Uchoa, Cleiton Collins, seu 1º vice-presidente, assumiu a Casa das Leis do Estado até a próxima eleição que ocorrerá em agosto.

O desejo do deputado progressista é ser candidato à presidência da ALEPE.

Na última eleição ele foi o candidato a deputado estadual com a votação mais expressiva entre os eleitos; 216.874 votos. 10 vezes por exemplo o número de votos do último candidato eleito, Joel da Harpa, que teve 19.794 votos.

O parlamentar que também é pastor da Assembleia de Deus Madureira, é um autêntico defensor dos direitos humanos, não só na teoria, mas principalmente na prática.

Collins junto com a sua esposa, a vereadora Michelle Collins, desenvolve um excelente trabalho na área de assistência social, trabalhando na recuperação de viciados com o projeto Sara Vida.

São cinco unidades funcionando.
Visite o site e confira

Apesar disso, os inimigos dos bons costumes, da família, das instituições e da igreja estão apavorados com a possibilidade de Cleiton ser eleito o novo presidente. Eles estão se unindo para evitar que um conservador assuma o comando da Casa.

Vejam o que falou um deputado ao Jornal do Comércio;

“Há um sentimento na Casa de rejeição. Isso se dá pela possibilidade dele dar viés religioso para certas temáticas. O caso LGBT é um exemplo”

Jornal do Comércio

Leia na íntegra

Está claro que o problema não é partido, e sim ideológico, perseguição religiosa.

Deixam transparecer que se Collins fosse gay poderia ser presidente, feiticeiro também pode, prostitutos não tem problema, viciados está tranquilo, até lider de black blocs, agora politico tradicional, nem pensar.

Esse é o cenário atual de uma parcela dos deputados pernambucanos, na sua maioria de esquerda,  que estão comprometidos com a ala destruidora de valores e instituições que cultuamos.

No processo de ascensão à presidência da Assembléia Legislativa de Pernambuco, farão de tudo para que parlamentares conservadores não assumam o cargo

Em tempo, nunca votei no pastor Collins, não sou seu eleitor, mas escrevo por questão de opinião.

Robson Aguiar

Expor opinião requer maturidade e tolerância (virtudes cristãs)

Nota

Antes, reverenciai a Cristo como Senhor em vosso coração, estando sempre preparados para responder a qualquer pessoa que vos questionar quanto à esperança que há em vós. (1Pedro 3.15)

O nosso grande problema quando nos aventuramos a escrever em livros ou em redes sociais, é entender que nem todos os nossos seguidores concordarão ipsis literris com o que escrevemos. Dai há uma necessidade de estarmos prontos para questionamentos.

A tendência quando em nós habita a arrogância intelectual provocada por elogios de leitores fiéis, leigos ou até mesmo de militantes de correntes teológicas que defendemos é de ao invés de esclarecemos e respondermos as indagações, tirando as dúvidas dos nossos inquisidores (quando eles aparecem), é simplesmente os rotularmos como “demônios” raivosos, rancorosos, invejosos, desviados e problemáticos. E depois sairmos pela tangente, deixando o “nosso fã clube” atuar

Apesar de tal postura agradar os fãs mais apaixonados, e incapazes de verem em nós defeitos, destruímos com essa atitude o aerópago das ideias e salutares discussões, demonstrando nossa intolerância, expondo nossa insegurança e perdendo dessa forma, credibilidade.

A dica

Quando voce escrever, se não quer ser contrariado pelos “desviados” da internet, siga o meu conselho;

1. Selecione quem pode ler e comentar sua postagem não deixe “publico” (só amigos)
2. Evite comentar em páginas de contrários

Gostou da dica, não esqueça de curtir.

Essa postagem é de acesso público ( altamente sujeita a crítica )

A POLÊMICA DO CACHÊ GOSPEL

Um vídeo recente de um famoso cantor evangélico onde ele defende a cobrança de dinheiro nos cultos pelos cantores e pregadores itinerantes me chamou a atenção essa semana, principalmente porque outro vídeo circula nas redes sociais onde uma irmã de uma cidade do interior do Rio Grande do Sul refuta o cantor (que também é pastor)

Me sinto na obrigação de também comentar o tema, uma vez que o assunto foi pincelado na internet e já está provocando várias manifestações entre os internautas.

Em primeiro lugar quero dizer que não tenho nada contra a classe itinerante, nem também nada pessoal contra os que defendem o cachê de suas apresentações.

Dito isso, vamos lá:

 Já adianto que minha análise será impessoal e terá por referência principal a Bíblia, que é minha grande fonte de consulta, e minha regra de conduta e fé.

Investiguemos o que a Palavra diz sobre o tema: Salário de Pregador e Cantor Cristão

Então o Senhor disse a Arão: “Eu mesmo o tornei responsável pelas contribuições trazidas a mim; todas as ofertas sagradas que os israelitas me derem, eu as dou como porção a você e a seus filhos. Num 18.8

Dou aos levitas todos os dízimos em Israel como retribuição pelo trabalho que fazem ao servirem na Tenda do Encontro. Num 18.21

No passado tínhamos uma classe de adoradores que de fato recebiam para ministrar no templo, os sacerdotes e os levitas esses últimos (funcionários do templo)

Abraão de Almeida escreveu a respeito dizendo que os sacerdotes serviam a Deus e os levitas serviam os sacerdotes (Almeida, 2002)

O que destaco no salário dos sacerdotes e dos levitas é a fonte pagadora; dízimos e ofertas vindo do povo.

O segundo ponto é como viviam os profetas no Antigo testamento?

Destaquemos os profetas Elias e Eliseu, conhecidos como profetas de poder, também chamados de profetas orais, por não deixarem livros escritos.

Elias não tinha morada fixa, não tinha salário, e no auge do seu ministério, tinha apenas uma muda de roupa,  morou no deserto, foi sustentado por corvos e depois por uma viúva que mal tinha o que comer. Não se tem relato bíblico que tenha tido uma vida confortável até o seu traslado ao céu.

Eliseu, substituto de Elias, apesar de ser um poderoso profeta com uma unção até superior ao do seu mestre, seguiu os passos do seu mentor espiritual, e tudo que conseguiu foi um quarto emprestado onde a mobilia era uma mesa, uma cadeira e um candeeiro. Quando finalmente teve a oportunidade de receber um bom salário pelo milagre que havia operado na vida de um oficial sírio, rejeitou o presente por reconhecer que era apenas um mordomo do Deus que servia e que não poderia se aproveitar do dom que lhe foi dado, em beneficio próprio.

João Batista tinha características semelhantes a do profeta Elias, sem salário, totalmente na dependência de Deus, viveu no deserto, comeu gafanhotos e mel silvestre,  sua roupa era idêntica a do profeta trasladado, e a coragem era a mesma, só não era milagreiro. (Zibord, 2018)

Falemos ainda sobre o Profeta Jesus, que não tinha salário (vivia de doações), não tinha casa própria, morava na casa de Pedro, não tinha transporte (usou um jumentinho emprestado), embora tivesse tesoureiro para tal como as igrejas receberem as ofertas, para pagar o imposto do templo dele e de Pedro  teve que mandar Simão pescar um peixe que havia engolido uma didrácma, (valor de 2 dracmas), moeda grega correspondente ao denário romano que era uma moeda de prata (Unger, 2006)

Notem que na missão dos setenta, o Senhor ordenou:

E lhes orientou: “Nada leveis convosco pelo caminho: nem bordão, nem mochila de viagem, nem pão, nem dinheiro e nem mesmo uma túnica extra. Lucas 9:3

Isso fala de fé e de total dependência de Deus, teriam que passar por aquele teste para receberem seus diplomas e credenciais que lhes habilitariam para a missão maior.

Mas como foi então o ministério dos apóstolos? De que viviam?

Jesus havia dito

Pondo-vos a caminho, pregai que está próximo o reino dos céus. Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, limpai os leprosos, expeli os demônios; de graça recebestes, de graça dai. Não vos provereis de ouro nem de prata, nem de cobre nas vossas bolsas; nem de alforge para o caminho, nem de duas túnicas, nem de calçado, nem de bordão; pois digno é o trabalhador do seu alimento.
Mateus 10:7-10

Tudo nos leva a crer que viviam de ofertas

Como vocês sabem, filipenses, nos seus primeiros dias no evangelho, quando parti da Macedônia, nenhuma igreja partilhou comigo no que se refere a dar e receber, exceto vocês;

pois, estando eu em Tessalônica, vocês me mandaram ajuda, não apenas uma vez, mas duas, quando tive necessidade.

Não que eu esteja procurando ofertas, mas o que pode ser creditado na conta de vocês.

Recebi tudo, e o que tenho é mais que suficiente. Estou amplamente suprido, agora que recebi de Epafrodito os donativos que vocês enviaram. São uma oferta de aroma suave, um sacrifício aceitável e agradável a Deus.

(Filipenses 4 15-18)

Com certeza os apóstolos obedeceram ao Senhor, e não se viu nenhum deles usando INDEVIDAMENTE o dom que haviam recebido e todos eles morreram pobres. (Cesaréia, 1999) (González, A Era dos Mártires, 1995)

Pedro já profetizava o que ocorreria em nossos dias

E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita.
2 Pedro 2:3

Mas ninguém melhor que Paulo para falar sobre o assunto:

…e atritos constantes entre pessoas que têm a mente corrompida e que são privados da verdade, os quais pensam que a piedade é fonte de lucro. De fato, a piedade com contentamento é grande fonte de lucro, pois nada trouxemos para este mundo e dele nada podemos levar; por isso, tendo o que comer e com que vestir-nos, estejamos com isso satisfeitos.
1 Timóteo 6:5-8

Parece que o modelo atual de busca pelas riquezas que alguém enxerga no cristianismo veio da união do Estado com a igreja em 313dC (González, 1998) (Cairns, 1995)

Nessa época, os bispos passaram a receber salário do estado e não dependiam de ofertas. Até ai tudo bem, mas a igreja enriqueceu e passou da clandestinidade e perseguição para a liberdade o status e o gramour. Palácios foram doados para servirem de templos cristãos e até hoje existem. A igreja se prostituiu na doutrina e os cargos eclesiásticos passaram a ser um sonho para muitos pelos beneficios que os acompanhavam. (Cairns, 1995)

Mas a partir de 1060, os leigos Paulicianos, Bogomilos, Albigenses, os Valdensses, os Joaquimitas, Lollardos, Hussistas, começaram uma reforma na igreja que infuenciaria o padre Savanarola, John Huss e o Monge Martinho Lutero em 1517,  todos com a intenção que a igreja retornasse aos princípios cristãos. (Cairns, 1995)  (Walton, 2000)

Depois vieram os movimentos da pietista e da santidade, de onde surgiram os pentecostais que mantiveram a busca pela vida sem ostentação, simples e sem exploração da igreja. (Walton, 2000)

Mas nos anos 70 surgem no Brasil os neopentecostais que influenciados pela teologia da prosperidade vinda dos Estados Unidos, anunciariam que quem é cristão fiel a Deus biblicamente tinham que ser ricos. Nasciam os grandes larápios da fé, os vendilhões do templo, mercadores do evangelho, sugadores dos sangue cristão, que sem piedade distorceriam a Bíblia com o claro intuito do enriquecimento ilícito. (Pieratt, 1995) (Romeiro, 2007) (Romeiro, Evangélicos em Crise, 1999)

Não quero após toda essa exposição bíblica, histórica e teológica  dizer que seja pecado alguém receber dinheiro para participar de um evento como pregador ou cantor.

Não quero dizer que seja crime ter um empresário ou assessor para cuidar da agenda de alguém, mas é preciso ter bom senso, acabar com o estrelismo, não agir como artistas mundanos, isso é o grande problema dos que hoje cobram sua participação nas igrejas, cobram valores exorbitantes que chegam a R$ 250.000,00 por 2 horas de apresentação.  Exigem coisas extravagantes, surreais para algumas comunidades evangélicas, não se contentam com ofertas, fazem acordos prévios e algumas vezes atrelam a sua ida a pagamentos adiantados.

Mas não culpo apenas os artistas gospel por essa nefasta fotografia da igreja atual, os pastores também são atores participantes nesse cenário de horror espiritual, eles são os segundos culpados nessa história. Alguns promovem o evento e cobram ingressos da igreja, ficando uma parte do lucro com eles. Outros não cobram ingressos mas fazem campanhas constrangendo os irmãos a comprarem materiais do convidado,  e ainda outros fazem o evento e chamam quem está na mídia como uma espécie de ostentação de seu ministério.

O terceiro culpado dessa tragédia é a própria igreja que aceita esse tipo de espetáculo circense, e ainda idolatram o pregador ou cantor que os exploram.

Não alimento o bolso e nem o ego dos famosos da igreja, por mim, eles só receberiam ofertas dentro da liberalidade e condições da igreja. Além disso, quem não adora, não canta e nem prega na igreja que pastoreio. Quer se apresentar? Quer dar show? faça como a Banda Catedral e outras, procure o lugar adequado, ai até posso pensar em ir me divertir, mas pagar para cultuar, não parece sensato.

Fontes: http://www.genizahvirtual.com/2011/07/ana-paula-valadao-esta-sendo.html

R.A

 

CEADDIF APLAUDE GOVERNADOR QUE DERRUBOU DEZENAS DE IGREJAS

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A CEADDIF recebe e aplaude em sua convenção, governador que mandou derrubar várias igrejas evangélicas no Distrito Federal Assista aqui  

Porque será? Teria ele derrubado a concorrência?

Rollemberg foi acompanhado pelo pastor e deputado Ronaldo Fonseca, que segundo a matéria publicada no site Gospel Prime quer sair candidato ao senado pelo Partido SOCIALISTA Brasileiro (Partido defensor das agendas comunistas)

Seria o vale tudo pra chegar ao poder?

Se a Comissão Política da CGADB não for uma a instituição figurativa haverá de se posicionar em relação aos pastores que estão ligados aos partidos de esquerda desse país.

Claro que estou sendo retórico.

Vamos nos preparar para ver cenas semelhantes em todo o Brasil. Políticos ligados a grupos pró aborto, legalização das drogas, pedofilia, ideologia de gênero, escola com partido, entre outras bandeiras anticristã, sendo recebidos e ovacionados nos templos de todo o país por interesses particulares de alguns gurus.

Mesmo assim vou acreditar que alguns líderes de vergonha na cara e realmente cristãos não vão se prestar a essa vergonha.

R.A

A DIVISÃO QUE FAZ CRESCER

A DIVISÃO QUE FAZ CRESCER AS ASSEMBLEIAS DE DEUS

Não é de hoje que acontecem divisões nas igrejas. Sem falar dos nestorianos cuja igreja existe até hoje e que foi divisão da igreja nos primeiros séculos da era cristã.

A igreja católica por exemplo, desde 1054 que se dividiu em igreja ocidental e oriental, isso por que Constantinopla disputava com Roma ser a sede da igreja. Dai por diante dois líderes disputaram os fiéis, o Papa em Roma e o Patriarca em Constantinopla.

Por sua vez a igreja Evangélica também foi fruto de uma divisão da igreja romana, quando em 1517, após ser influenciado por Jerônimo Savanarola, John Wiclyff e John Huss, o teólogo Martinho Lutero rompe com o catolicismo levando consigo um grande número de seguidores.

As divisões se multiplicaram e foram surgindo várias denominações, Luterana, Anglicana, Episcopal, Reformada, Wesleyana, Presbiteriana, Batista, Assembleia de Deus e as denominações neopentecostais.

Mas dentro das denominações pentecostais tradicionais tal como as Assembleias de Deus, as divisões continuaram e parecem estar no gerúndio ainda hoje. Nos anos 30 os pastores assembleanos se divorciam da liderança sueca e passaram a liderar a denominação no Brasil.

Na década de 80 o pastor Manoel Ferreira abandona a Convenção Geral das ADs após conflito por criar uma convenção nacional paralela chamada CONAMAD e brigar pela CPAD. (Editora da Igreja)

Pastor Silas Malafaia cuja família tem história na Assembleia também deixou a convenção após exercer cargo importante na CGADB.

Em Pernambuco duas convenções estaduais assembleanas estão divididas e não se entendem, a CONADEPE e COMADALPE.

Agora é a vez do conhecido pastor Samuel Câmara, líder da igreja mãe em Belém do Pará, após várias disputas pela presidência do Órgão máximo da denominação, decidir criar sua própria convenção nacional e levar consigo milhares de pastores com seus rebanhos.

São muitas promessas de mudanças e melhorias que acompanham o pastor Câmara.

Bom ou ruim, não sei, mas de uma coisa tenho certeza, é um fato corriqueiro e não é a primeira vez que isso acontece, e creio não será a última.

R.A

Deus está no comando dos “predestinados”?

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No pensamento dos ultra-calvinistas, Deus comanda tudo e nada acontece sem a sua participação e influência.

Para tanto, argumentam que o Criador é Soberano para fazer do vaso o que Ele quiser.

Partindo desse principio eu imagino que;

O diabo não se rebelou, ele cumpriu um designo divino, pois o sentimento que estava dentro dele e que levou o portador de luz a porfiar, veio na verdade do próprio Deus que fazendo uso da sua soberania  resolveu condenar o Querubim a prisão eterna.

Adão na verdade não desobedeceu, ele foi induzido ao erro para a sequência do plano da salvação

Davi não foi culpado pelo adultério com Bate-Seba e morte de Urias, o episódio é fruto do Decreto de Deus que criou o cenário favorável ao ato, fazendo com que a mulher do general de Davi tomasse banho à vista da realeza, e concomitantemente a isso, endureceu o coração do rei para não ir à guerra e ficar no palácio, para justificar os atos divinos que sobreviria.

Judas não tinha alternativa, ele estava predestinado desde o seu nascimento a dura tarefa de trair o Messias.

Nessa linha de pensamento, deduzimos…

Abraão não pecou ao deitar com a escrava

Moisés não pecou ao ferir a rocha

Sansão não pecou ao se envolver e revelar seu segredo para uma filisteia

O rei Saul não pecou ao oferecer sacrifício, mesmo sem ser sacerdote

Salomão não pecou ao construir altares e permitir adoração a outros deuses

Jonas não pecou ao fugir de Deus

Pedro não pecou ao negar a Cristo

Paulo não pecou ao consentir na morte dos cristãos.

Todos estavam predestinados.

Referências:

https://www.bibliaonline.com.br/acf/busca?q=deitou+com+hagar

https://www.bibliaonline.com.br/acf/nm/20

https://www.bibliaonline.com.br/acf/1sm/13

https://www.bibliaonline.com.br/acf/2sm/11

https://www.bibliaonline.com.br/acf/1rs/11

https://www.bibliaonline.com.br/acf/jz/16

https://www.bibliaonline.com.br/acf/jn/1

https://www.bibliaonline.com.br/acf/jo/18

Refutamos com alguns textos:

https://www.bibliaonline.com.br/acf/busca?q=V%C3%AAs+aqui%2C+hoje+te+tenho+proposto+a+vida

https://www.bibliaonline.com.br/acf/busca?q=Os+c%C3%A9us+e+a+terra+tomo+hoje

https://www.bibliaonline.com.br/acf/busca?q=Deus+a+ningu%C3%A9m+tenta

https://www.bibliaonline.com.br/acf/busca?q=que+todos+sajam+salvos

https://www.bibliaonline.com.br/acf/busca?q=N%C3%A3o+quereis+vir+a+mim

https://www.bibliaonline.com.br/acf/busca?q=quem+quiser+venha

https://www.bibliaonline.com.br/acf/busca?q=que+quer+que+todos+os+homens+se+salvem

https://www.bibliaonline.com.br/acf/busca?q=todo+o+dom+perfeito

Robson Aguiar

 

O que a Fátima Bernardes precisa saber

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Donald Trump em seu primeiro discurso após eleito, disse que em seu governo três classes de trabalhadores que são injustiçados pela sociedade seriam por ele valorizados; O serviço secreto, As Forças Armadas e a Polícia.

Recentemente Fátima Bernardes em seu programa, fez uma enquete perguntando a 8 convidados, quem eles socorreriam primeiro caso se deparassem com um policial levemente ferido e um traficante gravemente ferido.

O resultado foi:

Traficante; 07 votos

Policial; 01 voto

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Diante disso, internautas em todo o Brasil levaram o assunto para internet alargando a discussão sobre o tema.

Diferente de alguns colegas de farda, eu não esperava esse resultado, mesmo que os convidados da Fátima possam ter sido selecionados de acordo com o pensamento e perfil da emissora. Como Agente de Segurança, eu fiquei decepcionado com aquela pequena parcela de cidadãos.

Em alguns países, como nos Estados Unidos, o policial é tratado de fato como herói, ele é ovacionado pela sociedade em que presta serviço, ele tem isenção de impostos em muitas coisas e prioridade em projetos de moradia oferecidos pelo governo. A população americana reconhece a atipicidade e riscos do serviço policial e o recompensa por isso.

Por falar em risco, a diferença entre eles e nós chega a ser gritante, aqui no Brasil todos os dias morre um ou mais policiais, coisa que não acontece por lá. O índice de violência aqui é infinitamente maior do que na América do Norte, mesmo assim, nossa sociedade não reconhece a bravura dos seus protetores.

Sei que a opinião dos “escolhidos de Fátima” não representa o que pensa a maioria da população. Ainda hoje assisti um vídeo na internet de um transeunte que vendo o policial baleado, vítima de assalto, pegou a arma do militar e o defendeu contra o agressor deferindo vários tiros contra o meliante, salvando assim a vida do agente.

Nesse caso, os papéis se inverteram e graças a ação heroica de um cidadão comum, o policial pôde retornar para o seio de sua família.  Agora pergunto, quem vocês acham que foi socorrido primeiro nesse caso? O bandido ou o policial?

Pois bem, ato continuo a ação de bravura, o paisano socorreu o militar ao hospital e depois retornou para o local do assalto para prestar esclarecimentos.

São pessoas como essa que nos encoraja, que nos faz ir adiante e cumprir o juramento que um dia fizemos, de proteger a sociedade, mesmo com o risco da própria vida.

Não é um programa tendenciosos de TV e sete ingratos num universo de milhões de cidadãos, que me trará desestímulo, omissão ou cruzamento de braços.

Não trabalhamos por elogios, reconhecimento, nem por medalhas, não trabalhamos apenas por salários ou graduações, a força maior que nos motiva é a vocação, a coragem, a defesa dos mais fracos, sentimento do dever cumprido (incluindo aqueles que nos deixariam em segundo plano caso necessitássemos).

Na verdade, e por ironia do destino, somos obrigados a socorrer até mesmo aqueles que em nós atiram, quando revidamos e os ferimos.

Ouvi de um coronel em uma solenidade uma frase que guardo comigo até hoje, e quero compartilhar com os amigos de farda;

“Nós não somos coitadinhos, não mendigamos pena de ninguém”

Cel PM Franklin Barbosa

Isso mesmo coronel, a vestimenta do vitimismo não cabe em nós.

Concluo dizendo, vamos continuar entrando nas favelas e nos grandes centros, combatendo o crime, vamos continuar incomodando traficantes e usuários, vamos continuar usando da força necessária; tiro de tazer, pistola, fuzil, metralhadora e escopeta se preciso, para revidar ataques contra o cidadão e contra nós.

Diferente de Fátima, não vivemos de mídia, não colocamos à venda, nosso caráter, somos o que somos, e escolhemos ser.

A teoria do bateu, levou, vai continuar, não retrocederemos um milímetro, e quem for cidadão vai aplaudir e abraçar seus heróis, e quem estiver do outro lado, vai criticar e choramingar nas mídias.

Não seremos politicamente correto para agradar setores da sociedade, cumpriremos a lei, fiscalizaremos, faremos nosso papel, executaremos nossa missão.

E trocando em miudos…cada um no seu quadrado, e a vida continua.

Robson Aguiar

ELEIÇÕES CGADB 2017 (Votação online e suas implicações)

 

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No dia 16 de novembro, os candidatos à Diretoria da CGADB se reuniram na sede da instituição para tratar de assuntos referente as eleições.

Eu não estive presente por não ser candidato aos cargos oferecidos, mas tomei conhecimento por meio de fonte fidedigna que houveram embates durante a reunião e que a coisa esquentou por lá.

“Vocês estão pensando que os candidatos avulsos são moleques?”

Primeiro foi o sorteio dos números dos candidatos que se deu no início da reunião, Wellington Júnior ficou com o número 01 e Samuel Câmara com o número 03, daí alguém deu a ideia de que todos os candidatos do Wellington tivessem o número 01 e o do Samuel o número 03, formando com isso chapas. O presidente da Comissão Antônio Lorenzeti, acatou a ideia de pronto, isso acabaria com o sorteio, mas, o pastor Nilson questionou o presidente, dizendo que essa medida era inconstitucional e ante estatutária, pois não está previsto no estatuto, “chapa” para as eleições da diretoria da Instituição. Também se levantou o ex adjunto da CGADB, reverendo Gessé Adriano e reforçou o que disse o pastor Nilson, acrescentando que os candidatos avulsos não são moleques e que se não fossem respeitados entrariam com uma ação judicial contra as Chapas. Diante do exposto, Lorenzeti recuou e voltou a fazer o sorteio.

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“Muitas igrejas grandes farão votação em suas Sedes”

Outra questão levantada por um pastor ligado ao Samuel Câmara foi o fato especulativo de que muitos pastores presidentes convidariam seu convencionais para votarem na Sede regional, oferecendo inclusive café e almoço, para votarem nos mesmos computadores, facilitando com isso o assédio moral sobre os “subordinados”. (Famosos voto de cabresto)

Quanto a isso, o presidente da comissão eleitoral expressou-se dizendo que não tinha mecanismos suficiente para fiscalizar esse tipo de ato, ficando em cima do muro. Mas nesse ponto o pastor Samuel teria dito que Lorenzeti como presidente da Comissão eleitoral teria que emitir nota a todos os candidatos e convencionais sobre as regras que toca o processo eleitoral, inibindo atos dessa natureza, que o voto é secreto e individual, e não se deve votar em grupo.

“Cada Convenção tem suas regras”

Por último, o pastor Abiezer (advogado da CGADB) pronunciou-se sobre o assunto e disse que quanto ao tema, que cada convenção tem suas regras e votam de acordo com ela. Disse ainda que não podiam interferir se uma convenção quiser fazer voto em um polo, que devem deixar fazer.

Mas a palavra do Abiezer trouxe revolta aos participantes que começaram a bombardeá-lo com críticas, falando que ele era um mal exemplo, ao ponto que ele abandonou a reunião.

Meu comentário:

Em resumo, digo que a proposta da votação ser feita online e à distância facilitando a vida dos convencionais é muito boa, pois evita despesas desnecessárias. Contudo, parece que não se pensou no fato de muitos pastores serem analfabetos na área da informática e que tem dificuldades de manusear até mesmo aplicativos de celular.

Outra observação é quanto a deficiência na fiscalização, pois o Brasil é enorme e dificilmente se coibirá o voto em grupo, seja pequeno ou grande. Humanamente impossível.

Então o que fazer?

Mesmo correndo risco de “voto de cabresto” penso que o voto deveria ser sim, em polo. Só que com fiscalização. Representada por todos os candidatos, como acontece na eleição secular.

Sedes Regionais funcionariam como polo. E mesários e fiscais estariam presentes, inclusive com lista de presença. O que acontecia em um só lugar, seria dividido com várias Sedes.

Não consigo ver outra solução.

Robson Aguiar

JÁ DECIDI EM QUEM VOTAREI PARA 4º SECRETÁRIO DA CGADB

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carlos

Não é precipitação da minha parte, pode ter certeza disso, mas minha decisão antecipada se prende ao fato de conhecer o pastor Carlos Roberto.

Frequento seu Blog, o Point Rhema, onde já tivemos nossas postagens reverberadas pelo líder da COMADESPE, também já nos encontramos algumas vezes em convenções.

Sempre com muita simplicidade (virtude de poucos), o Reverendo Roberto tem abordado os mais diversos temas sociais e religiosos emitindo sem medo seu parecer.

Em tempos, onde alguns pastores em nome da subserviência ou do politicamente correto se omitem em declarar suas opiniões, o pastor Carlos vem demonstrando coragem e firmeza em suas convicções, muitas vezes indo de encontro da maioria, mas sempre de forma muito elegante, mantendo as divergências no campo das ideias.

Por seu trabalho, dedicação, de sua personalidade, postura diante dos pares e sábios conselhos, vem se destacando dos demais na convenção a que pertence, COMADESPE, e também na CGADB.

O pastor de Cubatão tem muito a contribuir na Convenção Geral, seja com o pastor Wellington Júnior ou com o ministro Samuel Câmara, pois transita bem entre os dois lados.

Em abril de 2017 tributarei a ele meu voto, sem medo e nem dúvidas. Aconselho aos amigos a fazerem o mesmo.

Robson Aguiar

Nos bastidores das eleições da CGADB 2017

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Um pastor deve aceitar algum tipo de ajuda dos candidatos à Diretoria da CGADB?

Seria um ato ético? Cristão? Do ponto de vista jurídico, legal?

Ontem, enquanto conversava por telefone com um amigo ministro do evangelho, que reside no Sul do país, tive uma informação importante a respeito das eleições da CGADB em 2017.

Todos os obreiros, filiados a convenção estadual a que pertence meu amigo, tiveram as anuidades da CGADB  pagas pela convenção  a que ele pertence.

Ora, pensava que o meu nordeste era quem liderava o voto de cabresto, voto do constrangimento, mas tem líder no sul me surpreendendo.

Isso me fez lembrar das eleições passadas, dos pastores que não tinham como se deslocarem para o Estado em que estava se realizada a AGO da Convenção Geral,  por uma questão financeira, mas que chegavam lá com tudo pago; passagens, anuidade, hospedagem, alimentação e até lanche. E isso não foi ato isolado de um grupo.

Sabemos que essa prática geralmente é fundamentada no fato de alguns obreiros serem mais humildes, pastorearem igrejas pequenas, de baixo recurso, e não possuírem salários decentes. Mas por outro lado em quem você acha que um pastor que tem o patrocínio de seu ministério, da sua convenção estadual ou até da Convenção Geral vai votar?

Na minha opinião, vai votar no “chefe” ou candidato indicado por ele.

Entretanto, o grande problema é como resolver isso?

A questão dos recursos, que impossibilitava muitos ministros de comparecerem a AGO, já não é mais problema, uma vez que não precisaram viajar e pagarem hospedagem, restando apenas a taxa de inscrição (R$ 50,00) Mesmo assim, ainda tem as anuidades, que estão sendo cobradas de 2011 para cá, e que gira em torno de R$ 470,00 (Quatrocentos e setenta reais), que é um valor expressivo.

Com a palavra, os pares.

Robson Aguiar

 

CGADB 2017, ONDE ESTÃO AS PROPOSTAS?

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Continuidade versos Mudança

Não vi ainda por parte dos candidatos cadastrados na CGADB para concorrerem ao cargo de presidente da instituição em 2017 nenhuma proposta de governo.

Sei que em eleições passadas o candidato pastor Samuel Câmara apresentou algumas, e a que com certeza incomodava mais, era a que falava de rotatividade nos cargos de presidentes de convenções estaduais.

Isso porque em alguns rincões desse imenso país, eleição para presidir convenção de estado é ato pró-forme. O redil é tão oprimido que ninguém vota contra o candidato apresentado, pra falar a verdade, ninguém sequer saí candidato. O pajé comanda uma candidatura única.

Fico na dúvida se espiritualizo o ato e aplaudo a “união” ou reprovo a “burrice da unanimidade” como bem disse Nelson Rodrigues.

Outro fato relevante, é que em certos lugares a convenção se confunde com os ministérios ou campos e atualmente estão mudando nomenclaturas para facilitar a imposição.

Mas é preciso entender como funciona as Assembleias de Deus

Convenção: Associação de Pastores.

Nas Assembleias de Deus existem convenções estaduais e nacionais.

Campo ou Ministério: Se refere há um número determinado de igrejas lideradas por um pastor presidente.

Observação: Hoje tem convenção estadual de pastores das Assembleia de Deus que mudou o nome de campo para setores e de pastores presidentes para gestores e centralizou todo o governo em um só lugar, unificando o cargo de presidente de convenção com presidente de igrejas, com isso centenas de igrejas que eram divididas em ministérios ou campos, deixaram de ser e passaram a agrupar-se em um só bloco, resultando em uma administração direta do Presidente da Convenção.

Igreja: Grupo de pessoas de uma mesma comunidade liderada por um presbítero ou pastor

Enquanto igrejas tradicionais como a Batista tem em sua forma de governo o regime democrático e congregacional na eleição do pastor da igreja e não só do presidente da convenção estadual ou nacional da instituição, nas Assembleias, pastores de igrejas tornam-se vitalícios e querem estender o privilégio para as convenções.

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Não preciso dizer que o poder é o grande motivador dessa atitude política, nesse caso entra também a oligarquia, pois sempre tem um grupo de privilegiados com vultosos salários que se unem ao grande chefe para convencer os demais a não se oporem ao processo.

Talvez seja uma das razões pelas quais os pastores do Nordeste estão do lado da situação, além de alguns deles postularem como candidatos na chapa da continuidade.

O que é engraçado é que certos presidentes que são contra a rotatividade de presidente de convenções, costumam fazer rotatividade dos pastores de igrejas.  Dá pra entender?

Qual seria a razão? Evitar divisões? Proteger o poder?

Robson Aguiar

 

A ESTRANHA RESPOSTA DE TIAGO BERTULINO SOBRE RETIRADA DE ENQUETE

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Para os que estão acompanhando as últimas “notícias” sobre a eleição à presidência da CGADB, em particular nossa matéria “Samuel Câmara sai na frente nas eleições da CGADB”Ler

O assunto ganhou repercussão e acabou sendo reverberado no conceituado Blog Point Rhema do amigo Carlos Roberto, e em outras mídias.Leia aqui

Quero deixar claro que não sou cabo eleitoral do Samuel, não trabalho pra ele, não congrego em seu ministério, não tenho ligações com o pastor presidente da AD Mãe, apenas o conheço de vista e quando em convenções tirei foto ao seu lado, como também tenho fotos com o José Wellington.

Pois bem, dito isto, volto ao tema, não sou jornalista, mas também não sou totalmente leigo no assunto, pois tive a oportunidade de trabalhar na imprensa da PMPE exercendo as funções de designer, fotógrafo, cinegrafista, roteirista, editor de vídeo, repórter e produtor, além de ter artigos publicados na Revista capixaba Seara News do amigo e pastor Paulo Pontes.

Quando escrevi a matéria da enquete retirada do Blog do jornalista e assessor do pastor Welington, o fiz com imparcialidade e por que o episódio chamou realmente a atenção, fiz também por que é do interesse de toda a nação assembleana, seja pastor, membro ou congregado.

A estória que Bertulino nos trouxe tentando justificar a exclusão repentina da pesquisa em sua página quando Samuel liderava a simulação de votos para presidência da CGADB é pouco convincente, dizer que “tentaram excluir seu blog” e que ele “percebeu que era por causa da enquete” chega a ser hilário, algo difícil de digerir. Confira você mesmo

Na minha humilde opinião, melhor seria se Tiago não se pronunciasse, pois assim fazendo, nos deixaria com dúvidas e ainda sairia no lucro, escrevendo, acabou nos dando a certeza de que realmente o motivo foi a liderança do Samuel na enquete.

Robson Aguiar

ACABOU O CORONELISMO ASSEMBLEANO

Li um comentário de um certo pastor lá para as bandas de São Paulo, que criticava seu colega de ministério por estar se colocando como candidato nas próximas eleições da CGADB.  Me chamou a atenção o fato do irmão justificar sua crítica dizendo que era falta de união por parte do candidato, e ainda acrescentou que o mesmo tinha sido privilegiado com importantes funções na gestão de José Wellington, sendo agora ingrato e desleal lançando candidatura ao apagar das luzes.

Será que o pastor crítico tem razão? Estamos vivendo ainda o tempo dos coronéis? Seria deslealdade algum ministro filiado a CGADB sair candidato a algum cargo na Diretoria da Convenção? É falta de união? Ou quer o candidato dividir igreja?

Acho que alguém está desinformado nessa história. O Estatuto da Instituição a qual fazemos parte e que foi aprovado por nós, permite a nossa candidatura, isso é legal.

Agora o que é vergonhoso é um ministro não poder exercer seus direitos por ter medo de represálias, ser dependentes de salário, ou ter que pedir a pastor presidente de convenção estadual a que pertence para poder pleitear cargo na CGADB, isso é inconcebível, mas infelizmente acontece em todas as regiões, principalmente no Nordeste.

Ao sair candidato o ministro não ofende seu líder, não propõe divisão, não se torna rebelde, apenas usa do seu direito estatutário.

Infelizmente, poucos tem essa coragem, muitos estão debaixo de um pesado jugo, vivem humilhados por sua liderança, debaixo de ameaças, mas isso tem que acabar, portanto parabenizo os que estão vindo candidatos com ou sem apoio de suas lideranças.

Robson Aguiar

SAMUEL CÂMARA SAI NA FRENTE NAS ELEIÇÕES DA CGADB 2017

Por Robson Aguiar

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Há um tempo atrás, no Blog do Tiago Bertulino (que é evangelista e assessor do pastor José Wellington) figurava na barra lateral uma enquete sobre quem seria o novo presidente da CGADB.

Dois nomes puxavam o carro na enquete; Wellington Júnior e Samuel Câmara.

Desde o início da consulta, o pastor da AD Mãe liderava a votação, vendo isso, Bertulino retirou de sua página a pesquisa e não tocou mais no assunto.

Para nossa sorte, um amigo pastor havia dado um print na imagem e depois me enviou, por essa razão, achando importante a informação, compartilho com vocês.

1104 votos já tinham sido dados, dos quais 55% confirmavam Samuel.

No momento da retirada, olhem como estava o placar

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Pelo visto, não foi boa a ideia do Bertulino, melhor seria se ele não tivesse lançado a pesquisa do que ter que encerra-la meio que as pressas.

Mas independente de quem está na frente, tanto o Samuel, como o Wellington Júnior são bons nomes para disputarem essa eleição, entretanto gostaria que outros nomes de destaque nacional também entrassem nessa briga.

Pastor Carlos Roberto está candidato a 4º Secretário e pastor Jesiel Padilha se candidatou a 4º Vice Presidente, ambos merecem nosso total apoio, pois são homens esclarecidos e com uma visão de trabalho mais aproximada dos convencionais, mas ainda outros poderiam figurar entre os candidatos, como pastor Jessé Sobral(COMADESPE) e pastor Daladier (COMADALPE) pois são preparados teologicamente, de boa formação secular e espirituais, com certeza  contribuiriam muito com suas ideias para o crescimento da nossa Assembleia de Deus através da CGADB.

 

QUEM PERDOOU QUEM? A PAZ SOB RISCO

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 Após a “reconciliação” do pastor José Wellington com o pr. Samuel Câmara, realizado no dia 07 de julho em reunião no Hotel Guanabara, Rio de Janeiro, bem como sua repercusssão nas mídias sociais, o rev. José Wellington Júnior escreveu em seu Facebook:

O GESTO DO PRESIDENTE

   O presidente da CGADB, Pastor José Wellington Bezerra da Costa, mostrou para todos nós, membros dessa magna convenção, porque é o nosso líder maior e porque o Senhor nosso Deus o tem conduzido a esse cargo nessas quase três décadas. Num gesto de humildade e de um verdadeiro homem de Deus promoveu, mais uma vez, a pacificação de nossa convenção.

   Reunindo-se com o Pr. Samuel Câmara aceitou o seu perdão e o reconduziu aos quadros de filiados da CGADB.

   Com esse ato deixou para trás e ao esquecimento as afrontas sofridas: em plenário (AGO´S e AGE´S), nas barras dos tribunais, nas redes sociais e nos meios de comunicação em geral. Parabéns ao nosso Presidente que continua agindo, acima de tudo, como Pastor. Não temos duvidas que o Espirito Santo continua conduzindo o seu ministério.

                                                                                                                     Pr. José Wellington Júnior

   A impressão que tenho é que o Filho de JW e pretenso candidato a substituir o pai, concorrendo com Samuel Câmara nas próximas eleições da CGADB para presidente da instituição perdeu a noção, e até digo que agiu com certa imprudência e inconsequencia.

   É publico e notório e consta em alguns jornais de forma documentada que o presidente da CGADB havia perdido uma causa milionária em favor do presidente da Igreja Mãe de Belém, e que as contas da instituição estavam sob bloqueio, isso traria um prejuizo incaulculável a CGADB e CPAD. Ora, dizer que José Wellington aceitou o pedido de perdão de Samuel, deixa no ar a ideia que ele foi quem procurou o presidente da Convenção Geral, o que duvido muito ter acontecido.

   Já escrevi sobre o fato, e teci meu comentário a respeito, se houve uma atitude nobre nessa questão, e creio que houve, partiu do pastor Samuel, que deixa de colcoar no bolso mais de 9 milhões de reais de multa pelas INJUSTIÇAS sofridas nas eleições passadas.

   O perdão que merece destaque, não é o do JW em favor de Samuel,  e sim, o contrário.

   Aconpanhei de perto as últimas eleições que alimentaram o litígio entre os dois, e em momento algum vi Samuel sendo deselegante com quem quer que seja. Assisti pessoas ligadas a ambas as partes se digladiando e usando de ofensas e quebra de decoro, e não me perguntem o motivo de tanta guerra, porque corre o risco de eu responder.

   Tirar proveito da situação poderá inflamar o outro lado, e a proposta de paz poderá ser quebrada. Para quem não conhece o assunto, os leigos e desinformados, pode surtir efeitos, também servirá de respaldo para os pastores alienados que seguem cegamente os gurus regionais, principalmente no meu nordeste, mas, para quem tem um pouquinho de informação e um pingo de dignidade, não embarcará nessa falácia.

   Agora vamos esperar o que acontece, se Samuel vai calar ou se pronunciar a respeito.

Robson Aguiar

MAIS UMA BOMBA! JUSTIÇA BLOQUEIA CGADB

BLOQUEIO NA CGADB

Sem terrorismo, mas…

Infelizmente as notícias não são boas.

A Justiça através da Exma. Senhora Joana dos Santos Meirelles Juíza de Direito do TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO AMAZONAS, resolve bloquear os numerários bancários da CGADB até que seja paga a multa de R$ 9.000.000,00 (nove milhões) por não cumprimento da intimação expedida pelo citado Tribunal de Justiça. Interlocutória penhora

Informações de bastidores já circulam no teatro evangélico, segundo chegou aos ouvidos desse blogueiro, que José Wellington já está se aproximando do pastor Samuel Câmara em busca de um acordo, e que até pedido de perdão já foi feito para que não tenha prosseguimento o processo e a multa.

Minha opinião,

Se tudo for procedente, e acredito que seja, (ao menos a parte jurídica, como segue em anexo nessa postagem), creio que o acordo não é uma má ideia, mas está chegando um tanto atrasado. Vai gerar especulações e descrédito para a atual gestão. Não é uma boa maneira de se encerrar o mandato, principalmente depois de tanto tempo no poder.

Contudo, se é a Convenção Geral das Assembleias de Deus que vai arcar com essa ingerência então acho que o pastor Samuel não fará um bom negócio, se ele é pré candidato ao cargo de presidente, a gerar esse prejuízo a Instituição, mesmo que esteja certo.

E SE TIVÉSSEMOS IMPEACHMENT NA CONVENÇÃO?

Tá faltando Hélio Bicudo, Miguel Reale e por que não dizer Janaína Paschoal em nosso meio.

Vamos esperar pra ver.

Robson Aguiar

ELEIÇÕES DA CGADB 2013 (A volta do Jabuti)

 

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Antes de mais nada quero deixar claro que não sou militante de nenhuma chapa à presidência da CGADB nem nunca fui, não sou candidato, não sou amigo de nenhuma das partes envolvidas, e nem tenho interesses particular ou seja pago para escrever, mas como todos sabem possuo um blog e aqui e ali sempre alguém me procura com documentos e denúncias pedindo minha opinião e meu dissertamento sobre temas polêmicos. Tento com o máximo de imparcialidade possível trazer meu parecer à luz das Escrituras. O que passo a escrever veio acompanhado de documentos de fontes fidedigna. Posto isso.

Eleições da CGADB

A falta de transparência nas eleições da CGADB em 2013 levou o pastor Samuel Câmara, então candidato a presidência da Instituição a recorrer à Justiça comum contra o pastor José Wellington que na época era presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus  e também candidato a reeleição.

A suspeita era que pastor Wellington para se beneficiar nas eleições teria permitido as inscrições de 1800 ministros fora do prazo legal que se esgotava em 28 de dezembro de 2012.

A recusa de mostrar aos componentes da Chapa oposta os comprovantes dos boletos bancário que comprovava as inscrições nas respectivas datas, levou pastor Samuel a buscar o caminho do judiciário.

O pastor Wellington venceu as eleições com 9.003 votos. No entanto ficou a dúvida quanto aos ministros que teriam sidos inscritos fora do prazo. Se os 1800 pastores que foram supostamente inscritos após a data limite houvessem sido impedidos de votarem, José Wellington teoricamente teria 7.203 votos.

Já Samuel obteve 7.407 votos

Ficando assim uma diferença de Wellington para Samuel de 1.596 votos.

Já sem a validação dos 1800 pastores, partindo do princípio que todos eram eleitores da Chapa do pastor Wellington, ficaria assim o quadro

José Wellington com 7.203 votos

Samuel Câmara com 7.407 votos

Pastor Samuel seria eleito presidente.

A Justiça deu andamento ao processo e determinou que fosse mostrado em juízo os boletos dos inscritos para a AGO da eleição, contudo o presidente da CGADB não obedeceu o magistrado o que gerou multa diária. Mesmo com uma pesada multa diária José Wellington não acatou a ordem judicial, fazendo com que o valor da multa aumentasse de forma assustadora cada vez mais.

Se o presidente da CGADB respondesse a Justiça emitindo os comprovantes solicitados e fosse comprovado que estavam fora da data, ou  até que os inscritos não houvessem pago a inscrição para a AGO a eleição seria anulada e possivelmente Samuel talvez assumiria o cargo, mas por alguma razão da qual desconheço, Wellington não obedeceu, não autorizou a mostra dos comprovantes e preferiu deixar a multa de R$ 50.000 diária rolar, segundo informa a juíza do caso Joana dos Santos Meirelles, JW acreditava que poderia diminuir o valor da multa em juízo quando ela se tornasse muito grande, o que não aconteceu.

As águas rolaram e agora em 25 de fevereiro de 2016 saiu a DECISÃO INTERLOCUTÓRIA do caso. Decisão Interlocutória

Em 03 de março de 2016 saiu a intimação destinada ao presidente da Convenção Geral para num prazo de 15 dias pagar a multa, ele terá que desembolsar agora R$ 9.000.000,00 (nove milhões de reais) de multas acumuladas.Intimação da multa

Chamo a atenção para o fato de materiais referentes a eleição de abril de 2013 terem sido misteriosamente retirados da internet como pode se verificar Leia aqui

Através de exaustiva pesquisa no google do farto material sobre o tema da eleição da CGADB de 2013,  e que existia na época, nada encontrei senão poucas letras no Blog Fronteira Final do pastor e jornalista Antônio Mesquita e no site de notícias Gospel Mais.Leia

Ao acessar os links sugeridos no Gospel Mais, simplesmente havia desaparecido o conteúdo do link.  O mesmo aconteceu em relação ao vídeo, ambos constam como arquivo inexistentes. Achei isso estranho, muito estranho.

O que penso sobre o episódio

Não me refiro ao pastor Wellington em particular, mas a todos os que usarem de expedientes anticristão, para tanto me incluo.

Nós que somos igreja temos por obrigação sermos luz, sal da terra, colunas e exemplo para todos os cidadãos, por sua vez a nossa instituição tem que seguir esse mesmo paradigma, sendo modelo para as instituições seculares, mas parece que alguns de nosso meio só conseguem demonstrar lisura e santidade com microfone na mão, fora do púlpito alguns não passam de crentes desviados, desapropriados da cruz.  Basta ter  alguma vantagem, receber alguma “boa” proposta e logo se vê como a postura de alguns “santos” muda.

É hora de rever  conceitos, parar de mentir e de ser hipócrita, voltar ao primeiro amor, se converter até e andar na linha, sê exemplo para os pares e liderados, e não escandalizar os que estão aqui dentro e os que estão de fora.

Sobre 0 episódio aqui narrado, a palavra está com o pastor José Wellington Bezerra da Costa, nosso presidente.

A quem interessar

Ainda sobre o assunto: Leia mais

Robson Aguiar

QUEM ASSUME NO LUGAR DO TERCEIRO TESOUREIRO DA CGADB?

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Com a renúncia do Terceiro Tesoureiro da CGADB, recentemente protocolada, assessor pardo atua com veemência para preencher vacância à pessoa de sua preferencia. Em decorrência dos fatos, vários amigos,  Presidentes de Convenção Estadual e Membros da Mesa Diretora da CGADB me questionam se o Estatuto prevê preenchimento desse cargo. Visto que na próxima terça-feira dia 22 de março, haverá reunião da Mesa Diretora para resolver o impasse. A resposta é não. Vejamos por que.

O Pastor Oséias Moura entrou com liminar no pleito de 2013 da CGADB para poder concorrer ao cargo de Terceiro Tesoureiro que na época não existia. Mesmo com a aprovação da Ata, o cargo de 3º tesoureiro não havia sido previsto em Edital. O que ficou decidido judicialmente é que em decorrência da liminar por orientação jurídica a CGADB fizesse acordo para aceitar o protocolo de inscrição para concorrer ao cargo de terceiro Tesoureiro impetrado pelo Pastor Oseias de Moura. Como a CGADB fez acordo tácito, não questionando a liminar, foi preenchido o cargo, logo após a aprovação da Ata da AGE que havia acontecido em Alagoas.

Em São Paulo na AGE que destitui o Primeiro Tesoureiro, destituição que depois foi anulada pela justiça, o 2º Tesoureiro Pastor Alvaro Sanches, assumiu a vacância do excluído, em conformidade com o Artigo 45 do Estatuto, Carta Magna de nossa CGADB. O Pastor Josias de Almeida foi eleito Segundo Tesoureiro na ocasião porque a Ata de Alagoas ainda não havia sido aprovada. E como AGE tem poderes para resolver casos omissos, foi estatutário, já que não havia previsão de vacância do 2º por não existir o cargo de 3º na época.

Hoje a CGADB entende que existem dois Primeiros Tesoureiros, porque recorreu da decisão da anulação da destituição do Pastor Ivan. Ocorre que ao recorrer não ensejou efeito suspensivo, mas devolutivo. Entende também a CGADB que o cargo de Segundo Tesoureiro é do pastor Josias de Almeida. Neste caso, eu concordo. Mas não é possível entender ou concordar, em hipótese alguma, empossar o candidato á Segundo Tesoureiro mais votado que foi derrotado pelo Pastor Álvaro, no lugar do Terceiro Tesoureiro. Esse parecer além de descabido infringe o Estatuto da CGADB.

O Artigo 45 prevê a vacância do Primeiro e do Segundo Tesoureiro, por renúncia, ou impedimento, jamais do Terceiro. Não há previsão Estatutária para o preenchimento do cargo de Terceiro. O correto seria convocar uma AGE para preencher esse cargo em conformidade com o Artigo 33. Compete a AGE: resolver os assuntos omissos.

Convocar uma AGE para eleger o Terceiro Tesoureiro, entretanto, acarretaria despesas altíssimas para a CGADB, como ocorreu na destituição do Pastor Ivan, cuja anulação judicial jogou para o ralo, recursos para hospedagem e despesas para instalação da AGE para exclusão de um Membro. Agora para eleger outro, não compensaria, já que faltam apenas 13 meses para acabar o mandato. A experiência é amarga. O correto agora seria deixar o cargo vago.

Tentar empossar candidato mais votado para Segundo Tesoureiro  que foi derrotado no último pleito para o lugar do Terceiro, além de inconstitucional, visto que o Código Civil não prevê esse tipo de manobra, seria também um ato arbitrário da Mesa, descabido e em confronto com as normas Estatutárias da CGADB. Se o pastor Neemias tivesse concorrido ao cargo de Terceiro Tesoureiro e fosse o segundo mais votado, ai sim poderia ser aceito, caso a Mesa aprovasse, pois há previsão que isso ocorra com os Primeiros Vices da CGADB. O resto seria manobra e mais um desgaste para nossa gloriosa CGADB.

Tenho dito. Quem a ama nossa CGADB comente e compartilhe, mas com respeito e com amor. Diga não a mordaça.

Pastor Jesiel Padilha, líder da Assembleia de Deus em Santos é Vice Presidente do Conselho de Educação da CGADB, além de Articulista e Jornalista MTB 0078425/SP.

ESPIRITOVAL, ADORAÇÃO OU ENTRETENIMENTO?

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Evento Espiritoval realizado no período de carnaval na Igreja Batista Lagoinha.

Um assunto melindroso, mas que gostaria de abordar.

O que buscamos? Avivamento ou divertimento?

A IBL vez por outra se envolve em algum tipo de polêmica. Dessa vez, encheu a internet de comentários ao reunir os jovens no carnaval em um congresso denominado ESPIRITOVAL.

O assunto tem a ver com a liberdade em Cristo, com limites no entretenimento, com adoração, liturgia e ética.

Sobre liberdade em Cristo.

“Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.”  (João 8 : 36)

É fato que éramos escravos e agora somos livres (escravos do pecado). Mas, as pessoas esquecem que ao mesmo tempo nos tornamos parte do corpo místico de Cristo e não fazemos o que queremos, temos uma direção e uma cabeça que pensa por nós e nos dirige.

“Ora, vós sois o corpo de Cristo, e seus membros em particular.”  (I Coríntios 12 : 27)

“Porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo.”  (Efésios 5 : 23)

“Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim.”  (Gálatas 2 : 20)

Paulo pregava uma liberdade acompanhada:

“Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas edificam.”  (I Coríntios 10 : 23)

Ele dizia vocês são livres, mas, não deixem que vossa liberdade seja motivo de escândalos:

“Por isso, se a comida escandalizar a meu irmão, nunca mais comerei carne, para que meu irmão não se escandalize.”  (I Coríntios 8 : 13)

“Portai-vos de modo que não deis escândalo nem aos judeus, nem aos gregos, nem à igreja de Deus.”  (I Coríntios 10 : 32)

Notem a preocupação de Paulo na dimensão do escândalo, quando diz “nem judeus, nem gregos (não cristãos) e nem a igreja”.

A responsabilidade espiritual da igreja é tão grande que se os judeus se escandalizarem com nossos atos, temos que evitar, da mesma forma os não crentes, e por fim o nosso próprio povo(igreja).

Não justifica arrogarmos a liberdade que Cristo nos deu na cruz do calvário para fazermos o que quisermos.

Temos uma imagem a preservar, e não é só a nossa, mas, do próprio Cristo.

Mesmo tendo consciência do que seja pecado ou não, somos responsabilizados pelo Senhor quando causamos enfraquecimento da fé dos nossos pares ou com os nossos atos fazemos  propaganda negativa para os não cristãos e judeus.

Jesus deu o recado em relação ao tema:

“E DISSE aos discípulos: É impossível que não venham escândalos, mas ai daquele por quem vierem!”  (Lucas 17 : 1)

Sobre os limites do entretenimento.

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Sou de uma época que até ouvir o grupo jovem Rebanhão era pecado. Aliás, quase tudo era pecado, calça jeans, camisa de meia, pimenta, e uma série de outras coisas. Claro que isso se dava ao fato dos antigos pastores assembleanos em sua maioria não possuírem formação teológica, mesmo assim, sobrevivi na igreja desde os 14 anos de idade.

O tempo passou e o número de pastores formados na igreja em geral aumentou de forma substancial, isso respingou na bléia, a maior denominação brasileira.

Hoje, a igreja está cheia de teólogos e intelectuais. Não sei se isso foi bom ou ruim, pois, a teologia contemporânea trouxe junto com ela, um pouco de relativismo moral e mensagens politicamente corretas.

Vivi num passado de extremismo religioso em que tudo era pecado, acho que ainda foi reflexo do movimento da santidade do século XVI, coisa meia puritana, achava ruim, mas, me sentia crente, santo, salvo.

Hoje, nada mais é pecado e em nome da estratégia para encher a igreja de jovens e mantê-los longe das drogas e da prostituição os pastores marqueteiros estão adotando tudo. Imitar o lazer certo lazer do mundo, é dar a entender que aquilo é bom.

Não quero aqui conceituar o que seja pecado ou não, isso não me cabe, e quando a área tem um grande leque subjetivo, prefiro me furtar de opinar, além disso temos o Espírito Santo em nós como um termômetro para nos alertar a respeito do que podemos ou não fazer, mas tenho que analisar a luz da Palavra e não somente da consciência a respeito de até onde posso ir. Não posso cautelar a mente apenas porque quero fazer, ou gosto de fazer algo, ou porque meu coração não me acusa.

“Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?”  (Jeremias 17.9).

Finalmente em terceiro lugar, destaco adoração, liturgia e ética.

É preciso que tenhamos noção do que seja adoração. Não estou aqui entrando no mérito da música, do ritmo, da dança, afinal, não faço parte da comissão celeste que analisa a música e a coreográfica que agrada a Deus, mas, contextualmente sabemos que Deus é Santo, Separado, e isso, em relação ao mundo, logo, basta observar esse princípio para concluir que determinadas músicas, ritmos e danças que são adotadas pelos ímpios para agradar ao príncipe das trevas em grandes eventos como o carnaval, com letras sensuais, que incentivam a prostituição e a violência, e ritmos de igual modo, não deveriam fazer parte do repertório de um culto. Isso me parece lógico.

Falemos também da liturgia, claro que o fator cultural tem que ser abordado nesse particular, pois cada país ao longo dos anos, tem tido uma maneira diferente de expressar-se diante do altíssimo, mesmo assim, existe um certo padrão a ser respeitado. Hoje, vemos cultos ditos evangélicos que mais parecem com um culto afro, tambores e danças semelhantes. Por outro lado, vem os tecnocrentes (palavra recém criada por mim, rsrs) onde o baile fank é fichinha perto do que acontece nessas igrejas; Break, reggae, forró, rock e por que não, carnaval? Um verdadeiro vale tudo.  Nos vêm a pergunta, fazemos isso para Deus ou para nós? A quem estamos querendo agradar? Os ouvidos de Deus ou os nossos? Estamos separando adoração de entretenimento?

Já alguns reformados partem para outro extremo, não adotam bateria e nem guitarras dentro da igreja e as músicas mas parecem cantos gregorianos. Hiper valorizam a Palavra, o que não é de todo errado. mas a música e a oração fazem parte dos cultos, segundo a Bíblia.

“Falando entre vós em salmos, e hinos, e cânticos espirituais; cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração” Ef. 5.19

Por último vêm o fator ético. Se no parlamento existe ética entre os deputados, como não deveria ser nas regiões celestes? Na igreja? Certos movimentos e passinhos adotados nesses cultos, as vezes expõe irmãs e irmãos a um cenário vexatório que não combina com nossa postura ético-cristã (não vou entrar no vestuário que alguns usam para “melhorar’ a performance de sua dança). Então é preciso também atentar para esses detalhes.

Concluo dizendo que apesar do meu tom aparentemente puritano, me considero moderno, jovial, e arrisco dizer que até engraçadinho. (risos), mas ainda assim, tento me policiar para que meus atos não virem notícia negativa no seio da igreja, entre os judeus e no meio dos gentios.

Creio ser isso bíblico.

Robson Aguiar