JESUS 100% HOMEM E 100% DEUS (REEDITADO A PEDIDO)


 

 

Quero de inicio parabenizar o pastor Silas Daniel pelo excelente texto postado em seu Blog que trata com propriedade o tema aqui proposto.  Aconselho que os amantes da Bíblia acessem o citado Blog e aprendam um pouco mais sobre a plena humanidade de Cristo

 

Não pretendo aqui encerrar o assunto, sei que existem muitos pastores capacitados para abordarem o tema com maestria que não possuo, mas, quero deixar minha singela colaboração para os quase 600 internautas que nos acessam diariamente.

 

Tenho sido hostilizado por pessoas que não foram libertas da idolatria, e que pensam estarem fazendo o bem, defendendo seus ídolos.   Pessoas que se julgam espirituais o bastante para perscrutar os nossos pensamentos nos acusando de ser maldosos e coisas desse tipo. Apelam até para o nosso português rasgado, para justificarem suas afrontas. Não tem capacidade de buscar na bíblia argumentos que nos contradigam então se limitam as ofensas pessoais. Acham que são atalaias defendendo seculares heresias. Endeusam quem gostam, atacam quem odeiam.

Não tenho nada em particular contra essas pessoas. Na verdade, sinto compaixão ao vê-las tão distantes de Cristo.

 

A vaidade, a arrogância a prepotência, o desejo pela vitrine tem embaçado a visão desses pseudos espirituais a ponto de atacarem a humanidade plena de Cristo, não dando atenção àqueles que de fato, são atalaias e que não precisam de forma hipócrita se apresentarem ao público como “O MENOR DE TODOS”

 

Dizer que Cristo não era 100% Deus e 100% humano constitui uma HERESIA das mais graves, não existe eufemismo para isso. Tenho o livro “Cristianismo em Crise”, na verdade um dos livros que mais gosto. Estava viajando e não pude acompanhar o assunto com propriedade, mas, já pensava em elaborar um texto com citações de Hank Hanegraaff, Myer Perman, Henry Clarence Thiessen, Franklin Ferreira e Alan Myatt, estes últimos, autores do Livro “Teologia Sistemática, uma análise histórica, bíblica e apologética para o contexto atual” Na página 512,  encontramos o seguinte texto “Se Jesus não tivesse assumido uma real humanidade, não poderia haver salvação. Continua o texto; A validade e aplicação da obra realizada na cruz depende da sua realidade de sua humanidade. Na página 513, os autores explicam que a diferença entre Cristo e Adão, é que, enquanto o primeiro Adão deu origem a uma raça desobediente; o segundo Adão, Cristo deu origem a humanidade nova e redimida. Para respaldar tal comentário é citado como fontes de consultas Irineu de Lion em Adversus Haereses, III.22.4

Foi pela derrota de um HOMEM que foi introduzido o pecado e a morte, logo, seria pela vitória de outro HOMEM, que seria introduzido o perdão e a vida.

Ainda na mesma página comenta os autores “O inimigo não teria sido vencido com justiça, se não tivesse nascido de mulher o HOMEM que o venceu”

 

Ratifico o que eles escreveram citando Gl 4.4,  No Novo Testamento versão King James traz em comentários de rodapé o seguinte “Ao salientar que Cristo nasceu de mulher, Paulo ratifica a plena humanidade de Cristo”

CRISTO POSSUIA PLENA HUMANIDADE.

 

Portanto, a ideia pregada por Apolinário que o Logos assumiu o lugar da alma humana de Cristo é falaciosa, pois, de fato Ele encarnou herdando todos os atributos de um homem, inclusive, sua tricotomia.

Jesus era tão igual a nós que os Judeus não aceitavam sua divindade Jo 10.33

Na página 150, do livro Cristianismo em Crise, o autor afirma; Todo Erudito ortodoxo nos dois mil anos de história da igreja, reconhecem que quando Jesus se autodenominou “Filho do homem” Ele estava, na verdade afirmando-se Deus durante sua encarnação, Jesus era cem por cento Deus e cem por cento homem.

 

Quando Hank fala que Jesus é o monogenes de Deus, está querendo dizer que não houve outra encarnação. Isso não quer dizer que Cristo nasceu com alguma anomalia humana. Quando Hanegraaff usa a expressão “não foi meramente homem”, está querendo dizer que além de homem, Ele também era Deus.

 

Hanegraaff, Hank ,Cristianismo em Crise, p. 151, Rio de Janeiro, CPAD, 1986.

Ainda falando sobre a humanidade de Cristo, Hank  afirma, Ele era Vero homem, vero Deus.

 

Hanegraaff, Hank ,Cristianismo em Crise, p. 187, Rio de Janeiro, CPAD, 1986.

 

Ainda sobre a união hipostática de Cristo (de hypostásis) União divina com a humana, presentes em uma só pessoa.  Cristo vero Deus vero Homem. Essa expressão foi amplamente ensinada por Irineu.

Irineu, Adversus Haereses, V.14.4.

 

Em Filipenses 2.6-11,  lemos que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz.

 

Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome; Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, E toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai. “forma” (grego marphe) indica que a pessoa única de Jesus tinha duas naturezas; divino-humana. Observem atentamente os textos bíblicos que se seguem; Jo 1.14; Rm 1.2-5; Fp 2,6-11; I Tm 3.16 ; Hb 2.14; I Jo 1.1-3; Todos esses textos atestam a natureza divina – humana de Cristo. O que me parece incrível nisso tudo, é que enquanto os teólogos da prosperidade querem elevar o homem a divindade, alguns teólogos tradicionais estão com dificuldade de aceitarem que Deus pode revestir-se de total humanidade.

 

Apesar de estarem unidas em uma só pessoa as duas naturezas de Cristo, a parte divina era realizadora de milagres e prodígios, enquanto a parte humana teve que aprender a obediência (Hb 5.8), era limitado, chorava, sentia dores e cansaço como qualquer outro homem.

 

Pode um ser humano ser isento de pecado? Essa pergunta poderá ser feita visando interferir na plena humanidade de Cristo, mas, como disse  Erickson “O tipo de natureza que possuímos não é natureza pura da humanidade, O pecado não fazia parte da natureza humana” Só Adão, Eva e Cristo possuíam natureza pura.  Erickson conclui “Jesus não é apenas tão humano quanto nós; Ele é mais humano. Nossa humanidade não é o padrão pelo qual possamos medir a Dele. Sua humanidade, verdadeira e não adulterada, é o padrão pelo qual seremos medidos”.

Teologia Sistemática, Ferreira, Franklin – Myatt, Alan

Myer Perman em seu livro Conhecendo as Doutrinas da Bíblia, na página 146 e 147 escreve “Foi necessário chegar aos 12 anos de idade para que Jesus tivesse consciência de sua Divindade (filiação com o Pai)”. John Knox falando de Cristo também afirmou a mesma coisa.

 

Pearman, na página 156 do citado livro, escreveu “A humanidade do Filho de Deus era real, e não fictícia”.

No livro “Doutrinas Bíblicas” de Willian W. Menzies e Stanley Horton, CPAD, na pagina 63 está escrito “Jesus Cristo não era somente pleno Deus, mas também pleno ser humano Ele não era em parte Deus e em parte homem, Antes era cem por cento Deus e cem por cento homem”.

 

Nas páginas 213 a 222 do Livro Teologia Sistemática de Henry Clarence Thiessen, ele defende a plena humanidade de Cristo.

 

Concluindo, citamos alguns textos e alguns importantes teólogos que defendem a teologia ortodoxa quanto a plena humanidade de Cristo. Alguns aqui citados foram também citados de forma irregular por quem está defendendo que Cristo era um homem diferente de nós e de Adão.

“Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema”.

Gl 1.6

Fontes:  http://silasdaniel.blogspot.com/2010/11/dislexia-premeditada-ou-corrigindo-as.html

Biblia King James

Clarence, Henry Thiessen Teologia Sistemática

Hanegraaff, Hank, Cristianismo em Crise

Willian W. Menzies e Stanley Horton, Doutrinas Bíblicas

Pearman, Myer,  Conhecendo as Doutrinas da Bíblia

Ferreira, Franklin, Myatt, Alan, Teologia Sistemática

 

ESTES COMENTÁRIOS NÃO FORAM COPIADOS DE INTERNET

Pr. Robson Aguiar

 

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5 respostas em “JESUS 100% HOMEM E 100% DEUS (REEDITADO A PEDIDO)

    • Bom dia amado pastor, sou cristão há mais de vinte anos e atualmente bacharel em teologia, gostaria de lhe pedir uma ajuda para um pensamento que me vem à cabeça cada vez que leio sobre esse assunto:
      Quando leio filipenses 2: 6-8 com base na estrutura humana de Cristo e em seus feitos quando ainda andando no mundo, penso que a plenitude de Deus não habitava em Cristo, ou seja, confirmar que Ele era cem por cento Deus não parece correto, pois lhe faltava um atributo que é a onipresença e tantos outros inerentes do próprio Deus. Paulo afirma que para humanizar-se Cristo teve de se esvaziar, isso não seria deixar parte dos cem por cento da sua divindade? Será se Deus, como Ele é, poderia encarnar? o corpo humano suportaria a sua onipotência habitando nele? O fato é que eu creio num Deus apresentado pela Bíblia que está em todos os lugares e que é tão grande que enche a terra e enche os céus. Sei também que em Hebreus 1:3 diz: “O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da majestade nas alturas.” Hebreus 1:3. Esse esvaziar-se que Paulo diz era deduzir dos cem por cento Deus alguma coisa, não sei quanto, mas alguma coisa. Por favor me ajude!

  1. Jesus 100% Deus e 100% homem

    Pr José Carlos, embora não fui convidado, gostaria de contribuir com uma explicação que o senhor julgará se é bíblica ou não. Já trabalhei com o Pastor Robson e gostaria de dá minha contribuição ao seu blog.

    O texto de Filipenses, desde muito tempo tem levantado a questão de um “esvaziamento” de atributos. Cristo, sendo Deus, deixou de lado um, alguns, todos, os seus atributos divinos para se encarnar (posição muito difundida entre luteranos). Mas, em qualquer dos casos, se o Filho de Deus deixasse de possuir um único atributo, não poderia ser Deus. Um deus deformado, de fato, não é o Deus da Bíblia. Portanto, quero-lhe assegurar que Cristo é Deus, e por isso também Onipresente.

    Onipresença é um atributo da divindade, não da humanidade. Conferir este atributo à humanidade de Cristo é causar mistura e confusão às duas naturezas de Cristo. Os luteranos fizeram isso. Com a doutrina da “ubiquidade” diziam que onde a natureza divina está, aí também está a sua natureza humana. Por isso os luteranos ensinam a consubstanciação na ceia do Senhor. Mas, a Igreja, ao longo da história, nunca aceitou essa posição. Os credos primitivos, reconhecidos pela igreja como ortodoxos, mostram que as duas naturezas de Cristo permanecem unidas, mas sem se misturarem ( CREDO NICENO: http://igrejasreformadasdobrasil.org/credo-niceno).

    Voltando a Filipenses 2, o que devemos reconhecer no texto é que ele não fala em momento nenhum que Cristo se esvaziou de seus atributos. O texto não diz que o Filho de Deus deixou de ser Deus para ser homem, nem que ele abriu mão de algum de seus atributos. O texto mostra que o Filho de Deus estava em uma posição exaltada – posição que não foi conquistada por usurpação, não foi conquistada à força, mas lhe pertencia por geração eterna. Mas, este Deus
    Exaltado resolveu se esvaziar desta posição de exaltação para uma posição de humilhação – a humilhação de Cristo começa na encarnação, no nascimento e termina na sepultura, para depois ser novamente exaltado a sua posição de glória original, como Jesus mesmo orou ao Pai em João “E agora glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse.” João 17:5

    Por se tratar de um comentário não quero me prolongar, mas posso ajudar se tiver mais perguntas.

    Concluo com uma anotação: senti falta no artigo de uma explicação sobre qual a função da natureza humana e da natureza divina de Cristo na obra da salvação. Que papel cada uma delas tiveram na salvação.

    Jesus 100% Deus e 100% homem

    Pr José Carlos, embora não fui convidado, gostaria de contribuir com uma explicação que o senhor julgará se é bíblica ou não. Já trabalhei com o Pastor Robson e gostaria de dá minha contribuição ao seu blog.

    O texto de Filipenses, desde muito tempo tem levantado a questão de um “esvaziamento” de atributos. Cristo, sendo Deus, deixou de lado um, alguns, todos, os seus atributos divinos para se encarnar (posição muito difundida entre luteranos). Mas, em qualquer dos casos, se o Filho de Deus deixasse de possuir um único atributo, não poderia ser Deus. Um deus deformado, de fato, não é o Deus da Bíblia. Portanto, quero-lhe assegurar que Cristo é Deus, e por isso também Onipresente.

    Onipresença é um atributo da divindade, não da humanidade. Conferir este atributo à humanidade de Cristo é causar mistura e confusão às duas naturezas de Cristo. Os luteranos fizeram isso. Com a doutrina da “ubiquidade” diziam que onde a natureza divina está, aí também está a sua natureza humana. Por isso os luteranos ensinam a consubstanciação na ceia do Senhor. Mas, a Igreja, ao longo da história, nunca aceitou essa posição. Os credos primitivos, reconhecidos pela igreja como ortodoxos, mostram que as duas naturezas de Cristo permanecem unidas, mas sem se misturarem ( CREDO NICENO: http://igrejasreformadasdobrasil.org/credo-niceno).

    Voltando a Filipenses 2, o que devemos reconhecer no texto é que ele não fala em momento nenhum que Cristo se esvaziou de seus atributos. O texto não diz que o Filho de Deus deixou de ser Deus para ser homem, nem que ele abriu mão de algum de seus atributos. O texto mostra que o Filho de Deus estava em uma posição exaltada – posição que não foi conquistada por usurpação, não foi conquistada à força, mas lhe pertencia por geração eterna. Mas, este Deus
    Exaltado resolveu se esvaziar desta posição de exaltação para uma posição de humilhação – a humilhação de Cristo começa na encarnação, no nascimento e termina na sepultura, para depois ser novamente exaltado a sua posição de glória original, como Jesus mesmo orou ao Pai em João “E agora glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse.” João 17:5

    Por se tratar de um comentário não quero me prolongar, mas posso ajudar se tiver mais perguntas.

    Concluo com uma anotação: senti falta no artigo de uma explicação sobre qual a função da natureza humana e da natureza divina de Cristo na obra da salvação. Que papel cada uma delas tiveram na salvação.

    Lucio Mauro
    Pb da Igreja Reformada do Grande Recife

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